segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Descobri:

que apesar de serem fáceis, relações superficiais não me agradam;

que sou extremamente emocional, mas quero sempre ser razão;

que agradar a gregos e troianos é uma prática impossível;

que quem diz se relacionar muito bem com todos ou esconde muita coisa sobre si, ou é superficial demais para apresentar seus defeitos à outrem;

que com as pessoas com quem eu mais teria de ter intimidade na vida, tenho uma relação extremamente superficial;

que paixões podem ir e vir, mas que ninguém morre por amor e só continua sofrendo por isso quem quer;

que a redoma de vidro que nos protege é muito bacana, mas a hora que você a tira, sua alma fica em tão carne viva que qualquer toque faz a dor parecer de um rombo maior que um elefante;

que música me faz muito bem, mas também me afasta dos problemas reais;

que se auto-descobrir dói muito, mas muito mesmo;

que todo e qualquer problema é como uma bola de neve: quanto mais se demora à resolver, maior fica;

que eu não sei ainda fazer com que a bola de neve pare de correr;

que há pessoas que poderiam me conhecer mais lendo meus post´s, mas que não lêem ou dizem não ler para não enfrentar minhas idéias ou encarar a realidade;

que todos precisam ter um hobby, uma distração, para serem mais felizes;

que um tempo para a cabeça é sempre necessário para colocar as idéias em ordem;

que de vez em quando, um tempo para si mesmo é indispensável;

que eu entendo os que tem depressão e não aguentam o peso da vida;

que a ignorância não é boa companheira;

que nós temos o costume de julgar os outros pelas nossas próprias condutas;

que várias descobertas aqui estão muito tardias para alguém de 28 anos;

que a vida é pesada e nada pode mudar isso.

sábado, 15 de novembro de 2008

Sentido.

Vixe, quanta teia de aranha por aqui... haha! Mas não vou escrever sem ter o que inspirar...

E minha inspiração veio hoje de tempos remotos. Uma época que todo mundo era feliz, mas não se dava conta.

Estou escrevendo tudo isso da cidade de Hortolândia, 15 km além de Campinas. To aqui porque vim num escritório em Campinas, e decidi vir até aqui para ver como está a cidade.

Explico, rapidamente: há bons anos atrás um amigo meu (ou ex-amigo, provavelmente) possuía uma chácara nessa cidade. Passei anos da minha vida vindo para cá, me divertindo e esquecendo do mundo lá de fora. Por esses tempos faz aniversário de 10 anos que não venho para cá. E ver tudo isso faz com que muitos pensamentos venham à tona.

Que tempo feliz! Com dez anos de idade não se pensa em muita coisa, só como se divertir e aproveitar a vida. E hoje, nos altos dos meus 28 anos de idade bate um saudosismo insuportável. Alias, até hoje não descobri se saudosismo é uma coisa boa ou ruim; há horas que você precisa se apoiar em algum passado para poder sobreviver. Em outros, o passado não deixa você viver o presente e nem pensar no futuro.

 Mas o fato é que o tempo passa, você se recorda de emoções e sentimentos antigos, e eles continuam lá, na sua cabeça. A gente não se esquece de nada do que passa na vida. E mais, não se esquece nem de cheiros e sensações características.

 E aí todos esses sentimentos se misturam com todas as experiências de sua vida. E eu me pergunto: porque raios vim parar nessa merda de vida? Pra quê? Qual a finalidade disso tudo? A gente nasce, cresce, estuda, namora, faz sexo, trabalha, envelhece e morre. E pra quê, meus deuses? Qual o sentido em tudo isso?

Juro que não consigo encontrar um sentido em viver. Hoje não, de fato.

A gente estuda pra aprender coisas que nunca vai aplicar na prática. Trabalha pra ganhar um dinheiro pra gastar em coisas que não precisaríamos comprar. Trabalha pra comprar um notebook com bateria pra você escrever um texto para seu blog até no meio do mato, do lado de um monte de vacas. Recebe um diploma de uma merda de faculdade só pra mostrar para os outros que você sabe alguma coisa (como se isso fizesse diferença na prática).

Enfim, essa vida não tem sentido. Talvez, o único sentido que ela tenha seja de cultivar elos. De fazer amizades (e mantê-las, obviamente). De se relacionar com alguém que troque com você.

Chego à conclusão de que o homem cria coisas para se atarefar, pois não sabe lidar com o próximo. Prefere passar oito horas do dia trabalhando, do que estar ao lado de alguém (ou de vários). Passa mais quatro estudando, pra "absorver conhecimento".

E um dia, todo mundo morre e tudo o que a gente carregou na vida vira pó.

Pra quê, meus deuses? Pra quê vir nessa merda de vida, se no fim tudo acaba? Pior é pensar que vou morrer sem ter certeza de nada disso. E de vez em quando isso me faz pensar que esse sofrimento podia ser abreviado, pois 70, 80 anos é muito tempo pra ficar pensando esse tipo de coisa.

A cidade? Bem, cresceu como toda cidade da região. Novas indústrias, novo comércio. Mais possibilidade pra nascer gente nova e sofrer igualmente as outras.

Mas um fato é interessante: o bairro que a chácara se encontra não mudou em nada. No máximo, algumas casas novas. Até os montes de terra nas esquinas das ruas não-asfaltadas são os mesmos. Talvez por isso me despertou tudo isso, a semelhança é muito grande.

Meu amigo? Bem, a gente cresce, namora, estuda e toma caminhos diferentes. E digamos que família atrapalha nos relacionamentos.

O que eu fazia quando ia lá? Eu era eu, era moleque. Simples assim.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Extremos

Puxa, quase um mês de reclusão e em uma semana, duas inspirações... rs...
Na verdade, nem é muita inspiração esse post.

No último domingo, tive um dia de extremos. E dentro de um mesmo local.

Eu não tinha nada para fazer pela manhã, então resolvi ir dar uma volta de trem. Estava no Tatuapé, e não sabia se ficava pelo centro ou se ia até a Zona Leste (ou Zona Lost, como quiserem). Entrei na estação, e resolvi ir de trem até a Corinthians-Itaquera, e de lá voltar até o centro. Porém, como foi rápido, resolvi estender a viagem até Guaianazes.

Do Tatuapé até Guaianazes, viagem muito tranquila. Uma composição nova, ar-condicionado... porém a partir de Itaquera, a paisagem muda muito. Começam os morros descampados, casas mais simples, e chegando em Guaianazes uma favela muito grande, ao lado do CEU Jambeiro.

Eram 9h45 quando desci do trem, cedo ainda. Resolvi seguir viagem, até as 10h15 (deveria estar de volta no Tatuapé as 11h). Consegui chegar até a estação de Poá. Porém, a viagem muda drasticamente. Primeiro porque o trem, apesar de reformado no começo do ano, chacoalha demais e as partidas das estações são aos trancos. Segundo, porquê Ferraz de Vasconcelos e Poá são muito pobres... fico imaginando quem precisa passar por aquilo todo dia, deve ser um terror.

Entre as estações Luz e Brás, na volta (sim, passei direto pela Tatuapé e ainda fui até o centro para voltar), um casal brigava por questões monetárias. Que dureza. Domingo, 10h da manhã e ter de discutir o que fazer com os poucos reais que estavam na carteira de um deles. Muita tristeza.

Voltei e peguei a Carol numa prova que ela estava fazendo. Passamos pela Liberdade, procurando um local para comprar um presente, mas estava muito cheio.

Aliás, o centro é local de todos. A Liberdade, extremamente eclética. Desde o novo-rico, até quem procura comprar alguma coisa simples e barata, mas diferente para se ter em casa.

Depois fomos almoçar num conceituado restaurante japonês de Santo André, reduto da classe média paulistana (aliás, sou amigo do dono tá???? rs...). Como choveu, o restaurante estava tranquilo.

No meio da tarde, a dúvida: o que fazer no resto do dia? Nessa altura, estávamos parados em um posto de gasolina e em companhia de um amigo nosso, o Neto... haha, programão! E ainda ouvindo sertanejo. Pior não podia ficar!

Resolvemos ir assistir à uma peça de teatro, chamada "A Festa de Abigaiu", recomendada pelo Neto e pela Veja (leu na Veja? Azar o seu! Huahua!). E lá vamos nós para o Teatro Augusta...

Compramos os ingressos, e fomos dar um passeio no Shopping Center 3. Nem preciso dizer que é terra de todos: héteros, gays, emos, hard-cores, punks. Mas uma coisa é fato: normalmente o povo é educado e culto.

De volta ao Teatro, lotado. Muita gente esnobe. Gente que não tem onde cair morta, mas que sustenta o que não possui.

A peça? Ah, razoável. Não vale o preço.

No fim das contas, meu dia foi do extremo da pobreza, ao extremo da classe média paulistana. Desde gente pobre, que às vezes não possui o que comer em casa, até àqueles que podem pagar uma peça de teatro.

A miscigenaçao cultural é algo muito interessante. Sempre digo que é preciso conhecer para se criticar, e uma das formas de conhecimento é fazer isso que fiz. E sendo tudo isso no mesmo dia, não tive muito tempo para digerir tudo, e as diferenças se tornam mais claras.

Gosto de conhecer lugares novos, pessoas novas. Pode ser um local pobre ou rico, não tenho preconceito. Tudo é conhecimento.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Trilha Sonora

Cá estou eu, depois de um longo tempo e depois de vários protestos... ;-)
Tá difícil conseguir inspiração pra escrever. Tanta coisa pra pensar ultimamente, tenho estado meio catatônico.

Mas em meio à todas minha vida atribulada, tenho achado uma companheira que nunca me deixa sozinho, independentemente da situação. Aliás, digo até que ela tem o poder tanto de me deixar bem, como me fazer sentir mal como nunca me senti.

Digo que minha vida possui uma trilha sonora própria... para cada momento, uma música. Sim, não vivo sem isso. Qualquer oportunidade que tenho de ouvir qualquer coisa, estou ouvindo.
No carro, no trabalho, na fila do banco... ontem quase surtei que meu celular que tem MP3 parou de funcionar! Meu MP3 já parou, meu celular também ia parar? Ninguém merece. Ainda bem que é só a bateria... rs... menos mal.

Culpa dos meus pais, creio eu. Contam eles que, quando estava eu lá no útero de minha mãe, meu pai ficava tocando do lado. E isso deve ter ficado embrenhado em meu psicológico, fazendo com quê eu ache que ouvindo música, volte àquele tal "colchãozinho protetor" que todo mundo fala. Só ainda preciso descobrir se isso é bom ou ruim pra mim. Pensando bem, acho melhor nem tentar descobrir, não vou conseguir tratar a falta disso em minha vida.

Impressionante como algumas letras falam diretamente com você. Tem coisas que eu tenho ouvido ultimamente, que se houvesse um canivete do lado, provavelmente meu pulso ia ser cortado. Ah, mentira né... eu não tenho essa coragem. Mas que dá vontade, dá.

Música ataca a alma. Qualquer arte, na verdade, tem esse propósito. Mas cada um tem a sua veia... não consigo ver, por exemplo, em quadros. Adoro Monet, mas é mais pelo paisagismo do que pela emoção.

Aliás, é engraçado falar sobre arte, aqui. Eu, que sempre detestei Educação Artística (hahaha! é verdade!), comentando. Mais uma parte de meu próprio descobrimento...

Descobri também que são os momentos de pior dor, que os compositores conseguem extrair o máximo de emoção em suas letras. Cada música, uma história, uma dor, uma perda...

Dias atrás, uns minutos depois que acordei estava vindo um sonho que havia tido durante a noite. Era eu, compondo uma canção, mas em inglês (!!!!). E não foi a primeira vez que tive sonho parecido.

Só não entendo essa preferência por letras em inglês. Tem tanta canção boa de nossa própria cultura, mas não consigo ficar ouvindo para entendê-la. Quer letras mais bonitas do que de Chico e Renato Russo, por exemplo? Mas como eu me apego muito na música em si, primeiro eu ouço a melodia, depois parto para entender a música. E como o inglês é mais difícil de ser entendido do que português (por razões óbvias, claro!), então fico tentando decifrar a música por completo e chega a ser mais interessante.

Preciso fazer aula de canto! Deve ser muito legal, apesar de eu morrer de vergonha... rsrs.

E pra finalizar, uma homenagem à essa minha necessidade tão básica, que é quase como respirar:

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Im nothing special, in fact Im a bit of a bore
If I tell a joke, youve probably heard it before
But I have a talent, a wonderful thing
cause everyone listens when I start to sing
Im so grateful and proud
All I want is to sing it out loud

So I say
Thank you for the music, the songs Im singing
Thanks for all the joy theyre bringing
Who can live without it, I ask in all honesty
What would life be?
Without a song or a dance what are we?
So I say thank you for the music
For giving it to me

Mother says I was a dancer before I could walk
She says I began to sing long before I could talk
And Ive often wondered, how did it all start?
Who found out that nothing can capture a heart
Like a melody can?
Well, whoever it was, Im a fan

So I say
Thank you for the music, the songs Im singing
Thanks for all the joy theyre bringing
Who can live without it, I ask in all honesty
What would life be?
Without a song or a dance what are we?
So I say thank you for the music
For giving it to me

Ive been so lucky, I am the girl with golden hair
I wanna sing it out to everybody
What a joy, what a life, what a chance!

So I say
Thank you for the music, the songs Im singing
Thanks for all the joy theyre bringing
Who can live without it, I ask in all honesty
What would life be?
Without a song or a dance what are we?
So I say thank you for the music
For giving it to me

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ABBA - Thank You For The Music

O vídeo é meio tosco por causa da "velhice", mas quem quiser conhecer:

http://www.youtube.com/watch?v=WauFkb4jmCI

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Só falta eu saber dançar... hehe. Acho que isso vai demorar!


PS: Não estou copiando post nenhum, ok? Já tinha começado isso no meu rascunho há alguns dias...

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Crônica Alucinante

18h da tarde. Que trânsito! E já estou atrasado.

Correria do inferno... 14 graus da rua, um notebook nas costas e outro na mão. O suor escorre pela testa, apesar do frio intenso. Passos rápidos e firmes me levam ao meu meio de condução egoísta.

Como sair desse trânsito? Preciso chegar em casa. O relógio é apressado e não me dá descanso.

Chego no carro. Rasgo o trânsito, tentando escapar por algum lugar daquele povo que não anda.

Os dedos insistem em colocar no rádio algum “bate-estaca” pra grudar a cabeça em umas 100 batidas por minuto. Claro, porque outra coisa? Precisa ser algo que combine dia e local. E ultimamente em final de semestre, serviço atrasado, estes não tem sido muito calmos.

Motos rasgam os dois lados da Nove de Julho. Ônibus querendo me fechar. Aquele cheiro de óleo diesel queimado, gasolina e álcool... alucinante!

Quanta luz de lanterna na Marginal Pinheiros. Ainda bem que estou conseguindo engatar a terceira marcha, um milagre para o horário. E o relógio... ah, o relógio. Nunca pára.

Já no Morumbi, achando que tudo ia dar certo, um semáforo abre e fecha por duas vezes e não saio do lugar. Um ônibus fecha o cruzamento dos dois lados. Fudeu! Vou ficar aqui uns 20 minutos. E são estes 20 minutos que tenho disponíveis pra chegar em casa. O volume do rádio aumenta.

Mais uma vez, relógio maldito! Os segundos nunca ficam mais longos, muito menos os minutos...

Acho uma escapatória, e consigo passar pela Paraisópolis. É impressionante o local, São Paulo é um organismo vivo num país que possui tanto relógio parado em vastidões imensas.

Chego, 10 minutos antes do horário previsto. O relógio me deu uma trégua, ou eu o venci?

O pior de tudo é acostumar-se com tudo isso, e ainda achar graça. Além da graça, gostar dessa droga. É alucinante viver em São Paulo. Ou você entra no clima, ou cai fora.

Adoro o cheio de fumaça dos carros. Adoro esse trânsito infernal, essa correria que nunca pára. Não pára nem de noite!

São Paulo deve ser bem próximo ao efeito que o LSD causa nas pessoas. E quem disse que a gente precisa passar mal com drogas sintéticas? Que nada, viva e aceite essa doideira em você.

Aliás, o que há de drogas alternativas por aí não está escrito. Quem nunca gostou de cheirar corretivo, por exemplo? Dizem inclusive que o Liquid Paper tinha uma substância muito tóxica... será que é por isso que sou assim hoje???

Estou viciado. Em uma correria sem fim, em algo estressante. O marasmo me enerva, por diversas vezes.

Às vezes penso em tirar o relógio, de desligar o do carro, de esconder o do computador. Ficarei neurótico no ínicio, porém acabarei me acostumando depois.

Será?

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Prazer, meu nome é Marcelo. E o seu?

Buenas,

Eu não queria, mas terei de dar uma resposta em plena postagem.

Criei um blog para expressar meus sentimentos, minhas emoções, já que sou tão fechado. É um espaço PARA MIM, não para outrem. Sugiro que se gostaram da idéia, criem um para cada.

Porém, parece que as pessoas não aceitam que lhe digam sentimentos, emoções. Por isso sou assim, fechado. Fui criado em um circuito em que tudo tinha de ser escondido. Onde nada poderia ser dito, do contrário as pessoas se magoam e você acaba criando rancores que não precisariam existir.

Só que de tanto guardar, uma hora nós explodimos. E aí, ninguém entende.

E este sou eu. Gostou? Muito prazer. Não gostou? Problema seu.

Até hoje, escondi tudo o que tinha de falar para todo mundo porque sempre pensei que pudesse ferir. Mas algumas coisas precisam ser ditas. A dor é iminente. E não quero explodir por não externar nada.

Influência? Não, outro nome: ferramenta. E esta, se chama TERAPIA. Todos deviam fazer. Principalmente os que me agridem.

Fácil é falar que eu mudei. Não, não mudei: só externo meus sentimentos. Não pretendo, nunca mais, ser aquele ser que enquanto rolava uma festa, tava sempre de walkman porque não se integrava. Ou, que em sua "bolha", estava ouvindo sempre alguma coisa depressiva e ainda tinha de ouvir "nossa, mas você não é deprimido, porque ouve isso?".

Aliás é ainda mais fácil olhar para o rabo dos outros do que para o próprio. Julgar pessoas é muito fácil.

E durante uma semana, de quem eu esperava pelo menos compreensão, obtive ao contrário. Sorte minha que tenho com quem contar.

Da próxima vez, monto um blog para explicar às pessoas os significados das palavras, das frases. Uma palavra muda todo o texto. E pelo jeito, ninguém entende isso. É muito difícil?

Em tempo: pelo visto, fui extremamente mal compreendido na minha crítica à tão bela cidade. O problema é que quando se equipara São Paulo à Osasco, não há o que comparar.

E comentários agressivos não aceito mais.

Beijos.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Ser sozinho é uma bosta.

Olá.

Bom, ainda bem que tenho um espaço pra resignação.
E já que são tantas as críticas, quem fala deve ouvir também.

Hoje, estou de saco cheio de todo mundo. De quem me pariu, de quem conviveu comigo, de quem não me deu porra nenhuma de estrutura pra porra nenhuma.

Me sinto um merda. É isso mesmo, um bosta. Não há estrutura pra nada, não há coragem, não há sinceridade... porquê será?

E as pessoas ainda tapam o sol com a peneira. Ao invés de discutir coisas sérias como sentimentos e desilusões, ficam torrando minha paciência sobre o que eu acho ou não de Osasco.

Querem saber? Essa cidade é um caralho. Não tenho boas recordações dela, não agora. Nem pretendo ter mais. (...)

Estou passando por momentos terríveis em minha vida, que nunca imaginei que eu pudesse passar, e ao invés de ouvir algum tipo de apoio, tenho de ler bosta. Ninguém merece. Ou sei lá, de repente eu mereço.

Ainda bem que tenho amigos. Muito poucos, mas que sei que NUNCA vão me deixar na mão. Ao contrário do que eu imaginei que pudesse ser.

Pena que aprendi a ser hipócrita. Como eu gostaria de nascer de novo. Ou, morrer e nunca mais voltar.

A hipocrisia e o egoísmo é o mal da humanidade.

E eu, um belo bosta que aprendeu e aceitou com belos criadores a ser igual.

Hoje, eu odeio todo mundo. Todos.

domingo, 15 de junho de 2008

Confuso? Imagina.

Olá!

Estava querendo postar algo novo, mas estou meio sem idéias.
Na verdade, meu problema é a confusão mental. Tantos sentimentos juntos, tá difícil lidar com tudo ao mesmo tempo.
Acho que qualquer dia vou enlouquecer. Se eu não enlouquecer, espero pelo menos me tornar mais forte.

Mas afinal de contas, o que é ser forte? Costumamos criar nossas fortalezas para aguentar o tranco.
Porém, por diversas vezes, a fortaleza nos impede de agirmos com o coração. Ela faz com que nos tornemos extremamente racionais, fortes como pedra.
Estou tentando descobrir o que é mais vantajoso (se é que há vantagem nisso tudo): criarmos nossa fortaleza, ou ser fracos e totalmente sentimentais?

Pode até ser que, mesmo sentimentais ao extremo, pessoas assim sejam fortes. Mas não é o que nossa cultura nos diz. Sentimento, é coisa de fraco. Chorar, ficar deprimido... "você é fraco, cara". Todos acham que nos expomos assim. E, como o ser humano é extremamente complicado, o que tem de gente que se aproveita dessa "fraqueza" não está escrito. Utilizam um momento para se safar em outro.

Vixe, lendo isso acabei de criar um paradoxo para mim mesmo: sempre me achei forte. Porém, em tempos novos, terei de lidar mais com meus sentimentos. E aí, serei fraco? Se for assim, impossível sair forte desta.

Se isso é uma definição, não sei o que pensar. É mais um detalhe que faz parte das minhas confusões mentais.

E se ser mais sentimental representa ser mais fraco, digo: EU QUERO SER FRACO! Cansei de não chorar, cansei de não ficar deprimido, cansei de não ser sentimental. Essa vida é muito difícil de se levar, e em vários momentos acho que precisamos nos permitir sermos fracos.

Como agora.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Uau, já?

Buenas,

Puxa, não sabia que um pensamento dito ia dar tanto pano pra manga.
Mas isso é a idéia de "Espada e a Cruz": algo bipolar, que significa guerra e perdão ao mesmo tempo.

Porém devo lembrar que vivemos numa democracia, e lembro seu significado:

Democracia - do Grego demokratia. s.f. (...) sociedade que garante a liberdade de associação e de expressão e na qual não existem distinções ou privilégios de classe hereditários ou arbitrários.

Não escrevi nada direcionado à alguém. E, cada um tem sua opinião, assim como tenho a minha.

Acho ótimo que venhamos a discutir opiniões neste blog. Espero que eu tenha várias idéias e que o máximo de pessoas possam vir a discutir comigo. Mas, argumentem, por favor.

"Are you ready to jump?
Get ready to jump
Don’t ever look back, oh baby,
Yes, I’m ready to jump
Just take my hands
Get ready to jump"

Pô Priscila, porquê deletou seu comentário???

Beijos a todos.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Osasco... saudades do quê?

Olá pessoal.

Começo esse "grande" blog falando um pouco da minha querida Osasco. Que aliás, não me deixa nenhuma saudade.
Como eu ainda tenho que trabalhar em Carapicuiba (que aliás, não sei o que é pior) vira e mexe terei de passar pela "cidade trabalho".
É estressante passar pelo centro deste lugar. Putz, são tantos fatores contra, que se eu for elencar todos aqui vira um livro.
O que me irrita mais é o fato de você morar colado à uma das maiores metrópoles mundiais, e parecer que vive no interior de Goiás. Porquê? Ah, vou ter de elencar alguns fatos:
1º: Tá com vontade de fazer um lanche com um pãozinho bom em casa, ou de repente comprar qualquer coisa de uma padaria boa de noite? Se fudeu, porquê não existe padaria 24 horas em Osasco.
2º: Vai receber visita em casa, e quer comprar umas frutas bonitas, umas coisas diferentes de um mercado bom? Se fudeu, porquê não existe nem Pão de Açúcar, nem Mambo em Osasco. Aliás, a única coisa que o grupo Pão de Açúcar reservou pra Osasco são alguns "CompreBem", nem um Extra 24 horas essa cidade merece.
3º: Você precisa comprar um bom vinho? Se fudeu, o máximo que você vai encontrar é adega de pinga.
4º: Mac Donald´s 24 horas? Pra quê?
5º: Balada. Ahn? Existe?
6º: Gente bonita. Onde? Gatos pingados não valem.
7º: Nem sei porquê deixei por último, mas esse é o que mais me irrita: gente no volante em Osasco! Meu, como pode? Uma avenida livrinha, e os imbecis não passam de 30, 40 por hora. Sem contar a quantidade de carro velho na rua, fala sério! E nos radares então... tá escrito 60 por hora, o camarada passa a 30.
Aliás, nem sei porquê me estresso tanto com trânsito, já deveria ter me acostumado. E não sou só eu... estava na Av. dos Autonomistas, e vi lá na frente um Celta rasgando todo mundo... quando eu fui ver a placa, óbvio: São Paulo! É claro que quem se acostuma em andar nas Marginais, Brigadeiro ou Paulista não tem o mínimo saco com essa cidade.

Estava eu uns tempos atrás dando carona pra um amigo meu, e passei pelo centro... ele não conhecia, e falou: "Nossa, isso aqui é o Largo 13???" KKKKKKKK! Hilário, não fosse deprimente.
Reconheço que morar no interior é bom. Mas quem mora no interior, mora porquê se acostumou com o fato de não ter uma grande metrópole ao lado. Não liga para o cheiro de mato e das fazendas, pessoas simples e sem instrução, da falta de infraestrutura... Mas, aí temos um paradoxo: Osasco é interior sem mato, sem fazenda e com índices de poluição de ar quase iguais ao de São Paulo.
Acho uma loucura alguém comprar um imóvel pequeno em Osasco, com valores mais altos do que o Butantã, Casa Verde, Real Parque, e por aí vai. E claro, com o IPTU mais alto da Grande São Paulo.

Tem quem goste da cidade. Eu, detesto. Morei durante 27 anos da minha vida lá e não pretendo voltar. Volto, pra visitar quem eu gosto. Mas meu Adeus é verdadeiro e definitivo.

São Paulo tem problemas? Claro, muitos! Que grande metrópole não tem? Eu não moro em um lugar perfeito, mas pelo menos posso dizer de boca cheia que moro (pelo menos por enquanto) numa das maiores cidades do mundo, e a maior de toda América Latina.