quinta-feira, 26 de junho de 2008

Crônica Alucinante

18h da tarde. Que trânsito! E já estou atrasado.

Correria do inferno... 14 graus da rua, um notebook nas costas e outro na mão. O suor escorre pela testa, apesar do frio intenso. Passos rápidos e firmes me levam ao meu meio de condução egoísta.

Como sair desse trânsito? Preciso chegar em casa. O relógio é apressado e não me dá descanso.

Chego no carro. Rasgo o trânsito, tentando escapar por algum lugar daquele povo que não anda.

Os dedos insistem em colocar no rádio algum “bate-estaca” pra grudar a cabeça em umas 100 batidas por minuto. Claro, porque outra coisa? Precisa ser algo que combine dia e local. E ultimamente em final de semestre, serviço atrasado, estes não tem sido muito calmos.

Motos rasgam os dois lados da Nove de Julho. Ônibus querendo me fechar. Aquele cheiro de óleo diesel queimado, gasolina e álcool... alucinante!

Quanta luz de lanterna na Marginal Pinheiros. Ainda bem que estou conseguindo engatar a terceira marcha, um milagre para o horário. E o relógio... ah, o relógio. Nunca pára.

Já no Morumbi, achando que tudo ia dar certo, um semáforo abre e fecha por duas vezes e não saio do lugar. Um ônibus fecha o cruzamento dos dois lados. Fudeu! Vou ficar aqui uns 20 minutos. E são estes 20 minutos que tenho disponíveis pra chegar em casa. O volume do rádio aumenta.

Mais uma vez, relógio maldito! Os segundos nunca ficam mais longos, muito menos os minutos...

Acho uma escapatória, e consigo passar pela Paraisópolis. É impressionante o local, São Paulo é um organismo vivo num país que possui tanto relógio parado em vastidões imensas.

Chego, 10 minutos antes do horário previsto. O relógio me deu uma trégua, ou eu o venci?

O pior de tudo é acostumar-se com tudo isso, e ainda achar graça. Além da graça, gostar dessa droga. É alucinante viver em São Paulo. Ou você entra no clima, ou cai fora.

Adoro o cheio de fumaça dos carros. Adoro esse trânsito infernal, essa correria que nunca pára. Não pára nem de noite!

São Paulo deve ser bem próximo ao efeito que o LSD causa nas pessoas. E quem disse que a gente precisa passar mal com drogas sintéticas? Que nada, viva e aceite essa doideira em você.

Aliás, o que há de drogas alternativas por aí não está escrito. Quem nunca gostou de cheirar corretivo, por exemplo? Dizem inclusive que o Liquid Paper tinha uma substância muito tóxica... será que é por isso que sou assim hoje???

Estou viciado. Em uma correria sem fim, em algo estressante. O marasmo me enerva, por diversas vezes.

Às vezes penso em tirar o relógio, de desligar o do carro, de esconder o do computador. Ficarei neurótico no ínicio, porém acabarei me acostumando depois.

Será?

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Prazer, meu nome é Marcelo. E o seu?

Buenas,

Eu não queria, mas terei de dar uma resposta em plena postagem.

Criei um blog para expressar meus sentimentos, minhas emoções, já que sou tão fechado. É um espaço PARA MIM, não para outrem. Sugiro que se gostaram da idéia, criem um para cada.

Porém, parece que as pessoas não aceitam que lhe digam sentimentos, emoções. Por isso sou assim, fechado. Fui criado em um circuito em que tudo tinha de ser escondido. Onde nada poderia ser dito, do contrário as pessoas se magoam e você acaba criando rancores que não precisariam existir.

Só que de tanto guardar, uma hora nós explodimos. E aí, ninguém entende.

E este sou eu. Gostou? Muito prazer. Não gostou? Problema seu.

Até hoje, escondi tudo o que tinha de falar para todo mundo porque sempre pensei que pudesse ferir. Mas algumas coisas precisam ser ditas. A dor é iminente. E não quero explodir por não externar nada.

Influência? Não, outro nome: ferramenta. E esta, se chama TERAPIA. Todos deviam fazer. Principalmente os que me agridem.

Fácil é falar que eu mudei. Não, não mudei: só externo meus sentimentos. Não pretendo, nunca mais, ser aquele ser que enquanto rolava uma festa, tava sempre de walkman porque não se integrava. Ou, que em sua "bolha", estava ouvindo sempre alguma coisa depressiva e ainda tinha de ouvir "nossa, mas você não é deprimido, porque ouve isso?".

Aliás é ainda mais fácil olhar para o rabo dos outros do que para o próprio. Julgar pessoas é muito fácil.

E durante uma semana, de quem eu esperava pelo menos compreensão, obtive ao contrário. Sorte minha que tenho com quem contar.

Da próxima vez, monto um blog para explicar às pessoas os significados das palavras, das frases. Uma palavra muda todo o texto. E pelo jeito, ninguém entende isso. É muito difícil?

Em tempo: pelo visto, fui extremamente mal compreendido na minha crítica à tão bela cidade. O problema é que quando se equipara São Paulo à Osasco, não há o que comparar.

E comentários agressivos não aceito mais.

Beijos.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Ser sozinho é uma bosta.

Olá.

Bom, ainda bem que tenho um espaço pra resignação.
E já que são tantas as críticas, quem fala deve ouvir também.

Hoje, estou de saco cheio de todo mundo. De quem me pariu, de quem conviveu comigo, de quem não me deu porra nenhuma de estrutura pra porra nenhuma.

Me sinto um merda. É isso mesmo, um bosta. Não há estrutura pra nada, não há coragem, não há sinceridade... porquê será?

E as pessoas ainda tapam o sol com a peneira. Ao invés de discutir coisas sérias como sentimentos e desilusões, ficam torrando minha paciência sobre o que eu acho ou não de Osasco.

Querem saber? Essa cidade é um caralho. Não tenho boas recordações dela, não agora. Nem pretendo ter mais. (...)

Estou passando por momentos terríveis em minha vida, que nunca imaginei que eu pudesse passar, e ao invés de ouvir algum tipo de apoio, tenho de ler bosta. Ninguém merece. Ou sei lá, de repente eu mereço.

Ainda bem que tenho amigos. Muito poucos, mas que sei que NUNCA vão me deixar na mão. Ao contrário do que eu imaginei que pudesse ser.

Pena que aprendi a ser hipócrita. Como eu gostaria de nascer de novo. Ou, morrer e nunca mais voltar.

A hipocrisia e o egoísmo é o mal da humanidade.

E eu, um belo bosta que aprendeu e aceitou com belos criadores a ser igual.

Hoje, eu odeio todo mundo. Todos.

domingo, 15 de junho de 2008

Confuso? Imagina.

Olá!

Estava querendo postar algo novo, mas estou meio sem idéias.
Na verdade, meu problema é a confusão mental. Tantos sentimentos juntos, tá difícil lidar com tudo ao mesmo tempo.
Acho que qualquer dia vou enlouquecer. Se eu não enlouquecer, espero pelo menos me tornar mais forte.

Mas afinal de contas, o que é ser forte? Costumamos criar nossas fortalezas para aguentar o tranco.
Porém, por diversas vezes, a fortaleza nos impede de agirmos com o coração. Ela faz com que nos tornemos extremamente racionais, fortes como pedra.
Estou tentando descobrir o que é mais vantajoso (se é que há vantagem nisso tudo): criarmos nossa fortaleza, ou ser fracos e totalmente sentimentais?

Pode até ser que, mesmo sentimentais ao extremo, pessoas assim sejam fortes. Mas não é o que nossa cultura nos diz. Sentimento, é coisa de fraco. Chorar, ficar deprimido... "você é fraco, cara". Todos acham que nos expomos assim. E, como o ser humano é extremamente complicado, o que tem de gente que se aproveita dessa "fraqueza" não está escrito. Utilizam um momento para se safar em outro.

Vixe, lendo isso acabei de criar um paradoxo para mim mesmo: sempre me achei forte. Porém, em tempos novos, terei de lidar mais com meus sentimentos. E aí, serei fraco? Se for assim, impossível sair forte desta.

Se isso é uma definição, não sei o que pensar. É mais um detalhe que faz parte das minhas confusões mentais.

E se ser mais sentimental representa ser mais fraco, digo: EU QUERO SER FRACO! Cansei de não chorar, cansei de não ficar deprimido, cansei de não ser sentimental. Essa vida é muito difícil de se levar, e em vários momentos acho que precisamos nos permitir sermos fracos.

Como agora.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Uau, já?

Buenas,

Puxa, não sabia que um pensamento dito ia dar tanto pano pra manga.
Mas isso é a idéia de "Espada e a Cruz": algo bipolar, que significa guerra e perdão ao mesmo tempo.

Porém devo lembrar que vivemos numa democracia, e lembro seu significado:

Democracia - do Grego demokratia. s.f. (...) sociedade que garante a liberdade de associação e de expressão e na qual não existem distinções ou privilégios de classe hereditários ou arbitrários.

Não escrevi nada direcionado à alguém. E, cada um tem sua opinião, assim como tenho a minha.

Acho ótimo que venhamos a discutir opiniões neste blog. Espero que eu tenha várias idéias e que o máximo de pessoas possam vir a discutir comigo. Mas, argumentem, por favor.

"Are you ready to jump?
Get ready to jump
Don’t ever look back, oh baby,
Yes, I’m ready to jump
Just take my hands
Get ready to jump"

Pô Priscila, porquê deletou seu comentário???

Beijos a todos.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Osasco... saudades do quê?

Olá pessoal.

Começo esse "grande" blog falando um pouco da minha querida Osasco. Que aliás, não me deixa nenhuma saudade.
Como eu ainda tenho que trabalhar em Carapicuiba (que aliás, não sei o que é pior) vira e mexe terei de passar pela "cidade trabalho".
É estressante passar pelo centro deste lugar. Putz, são tantos fatores contra, que se eu for elencar todos aqui vira um livro.
O que me irrita mais é o fato de você morar colado à uma das maiores metrópoles mundiais, e parecer que vive no interior de Goiás. Porquê? Ah, vou ter de elencar alguns fatos:
1º: Tá com vontade de fazer um lanche com um pãozinho bom em casa, ou de repente comprar qualquer coisa de uma padaria boa de noite? Se fudeu, porquê não existe padaria 24 horas em Osasco.
2º: Vai receber visita em casa, e quer comprar umas frutas bonitas, umas coisas diferentes de um mercado bom? Se fudeu, porquê não existe nem Pão de Açúcar, nem Mambo em Osasco. Aliás, a única coisa que o grupo Pão de Açúcar reservou pra Osasco são alguns "CompreBem", nem um Extra 24 horas essa cidade merece.
3º: Você precisa comprar um bom vinho? Se fudeu, o máximo que você vai encontrar é adega de pinga.
4º: Mac Donald´s 24 horas? Pra quê?
5º: Balada. Ahn? Existe?
6º: Gente bonita. Onde? Gatos pingados não valem.
7º: Nem sei porquê deixei por último, mas esse é o que mais me irrita: gente no volante em Osasco! Meu, como pode? Uma avenida livrinha, e os imbecis não passam de 30, 40 por hora. Sem contar a quantidade de carro velho na rua, fala sério! E nos radares então... tá escrito 60 por hora, o camarada passa a 30.
Aliás, nem sei porquê me estresso tanto com trânsito, já deveria ter me acostumado. E não sou só eu... estava na Av. dos Autonomistas, e vi lá na frente um Celta rasgando todo mundo... quando eu fui ver a placa, óbvio: São Paulo! É claro que quem se acostuma em andar nas Marginais, Brigadeiro ou Paulista não tem o mínimo saco com essa cidade.

Estava eu uns tempos atrás dando carona pra um amigo meu, e passei pelo centro... ele não conhecia, e falou: "Nossa, isso aqui é o Largo 13???" KKKKKKKK! Hilário, não fosse deprimente.
Reconheço que morar no interior é bom. Mas quem mora no interior, mora porquê se acostumou com o fato de não ter uma grande metrópole ao lado. Não liga para o cheiro de mato e das fazendas, pessoas simples e sem instrução, da falta de infraestrutura... Mas, aí temos um paradoxo: Osasco é interior sem mato, sem fazenda e com índices de poluição de ar quase iguais ao de São Paulo.
Acho uma loucura alguém comprar um imóvel pequeno em Osasco, com valores mais altos do que o Butantã, Casa Verde, Real Parque, e por aí vai. E claro, com o IPTU mais alto da Grande São Paulo.

Tem quem goste da cidade. Eu, detesto. Morei durante 27 anos da minha vida lá e não pretendo voltar. Volto, pra visitar quem eu gosto. Mas meu Adeus é verdadeiro e definitivo.

São Paulo tem problemas? Claro, muitos! Que grande metrópole não tem? Eu não moro em um lugar perfeito, mas pelo menos posso dizer de boca cheia que moro (pelo menos por enquanto) numa das maiores cidades do mundo, e a maior de toda América Latina.