Hoje, definitivamente, uma parte da minha vida foi suspensa.
Ela já estava um tanto quanto suspensa, mas hoje dei um basta. Eu preferiria que fosse uma suspensão regrada, com direito a formulários preenchidos e tudo o mais, mas a secretária me disse que como o semestre está avançado e eu só posso realizar o trancamento de matrícula uma vez no curso. Dessa forma, é preferível bombar de DP mais uma vez, principalmente se minha intenção é voltar em agosto.
Não, não estou abdicando de uma faculdade pública, onde tanta gente tenta passar, com carreira promissora e os caralho. To só dando um tempo pra algo que já deveria ter sido realizado. Já faz um bom tempo que eu não tenho o mínimo tesão de ir para lá, e fui avisado por algumas pessoas próximas que talvez esse semestre eu não agüentaria o tranco.
De fato, não agüentei. Não dá pra resolver todos os problemas de sua vida de uma só vez. Eu tenho a mania de tentar abraçar todos os eles juntos e querer resolvê-los, mas não é assim que funciona.
Aí você vem e me diz “que diabos, você precisa terminar seu curso! Ainda mais numa faculdade concorrida.”. Ok, concordo. Mas você ta na minha pele? Não né, meu bem.
Sabe quando você sente que foi tua escolha errada, completamente? É assim que me sinto. Definitivamente, não era isso que eu queria pra mim. Ô coisa chata que é estudar informática. Troço sem graça, sem calor humano. Números e mais números. Programações complexas. Raciocínio binário. Credo! Não tem vida nessa bosta.
Ainda hoje me peguei pensando que eu era um dos melhores da sala até minha oitava série. Quando passei para cursar o ensino médio no período do noturno, meu aproveitamento foi lá pra baixo. O que fui cursar? Processamento de Dados.
E aí vem a questão: cadê o cara que gostava de estudar? Será uma mera coincidência esse cara ter o mesmo aproveitamento ridículo em cursos parecidos? Eu não creio.
E o paradoxal é que gosto do que faço. Não só eu, mas eu vejo que todos que dependem de mim, acham que meu trabalho é muito bom. Mesmo porque se não gostassem, não seriam meus clientes.
Tem mais: em catorze anos de experiência profissional, nunca me interessei em comprar nenhuma (isso mesmo, nenhuma) literatura da área. Nem ao menos um guia de bolso. Pra não dizer que não possuo nada, devo ter três ou quatro livros que ganhei e que já haviam sido usados.
Enfim, darei esse tempo para mim mesmo. Preciso decidir o que fazer da vida. È capaz que eu volte, mas preciso repensar em tudo.
Ou, talvez eu surte e preste qualquer outro curso em outra faculdade pública. Vai saber. Não dá pra prever o dia de amanhã, e nem o meu humor.
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